- 500 a.C.: Sacerdotes, na Grécia, usavam uma espécie de vibrador para deflorar virgens em rituais. (E nós é que somos pecadores?!)
- 350 a.C.: foi registrado pela primeira vez o uso de azeite de oliva como lubrificante. (Cruzesss! Hoje mesmo farei a minha saladinha com óleo comum)
- 1869: O primeiro vibrador moderno é criado por George Taylor para tratar “histeria feminina”. (vulgo “fogo na xoxota”).
- 1899: Pela primeira vez aparece em uma publicação dos EUA propaganda de um vibrador à bateria. Acreditava-se, na época, que o aparelho poderia curar dor de cabeça!!! (Uiiii!!! Mudou de nome, é? _Não, minha querida! Ele está falando aí, da “cabecinha do grelho”. _Ah, bom!!!)
Só contaram para alguns que o sexo é uma das maiores indústrias do mundo há séculos – atualmente gira algo em torno de US$ 60 bilhões. (Vc está desempregado porque quer, meu camarada!)
VIBRADORES – Aparelhos que provocam nas mulheres mais tímidas ou inibidas, um aumento das sensações que levam ao gozo. Não confundir com dildo, que é pênis de borracha ou silicone.
MASTURBAÇÃO - Existem muitos tabus e preconceitos em relação à masturbação feminina. Poucas mulheres falam sobre o assunto ou assumem que praticam o ato. Ao contrário dos homens, que desde pequenos convivem livremente com os impulsos sexuais, elas recebem uma educação repressora e aprendem, em sua maioria, que isso não é coisa para se fazer…a ponta do dedo cai…é sujo, além de mandá-la para o inferno…blá blá blá e etc e tal.
No entanto, a masturbação feminina traz muitos benefícios para a vida sexual, pois a mulher pode se conhecer melhor e encontrar mais facilmente o prazer no sexo.
“Esse conhecimento é o que realmente faz sentido e diferença na vida sexual compartilhada. Quando esta mulher estiver em atividade sexual, saberá exatamente o que precisa para se excitar e ter uma atividade sexual com qualidade”.
Muitas mulheres se queixam que nunca chegam ao orgasmo, mas também nunca se tocam. A masturbação seria uma grande aliada dessas mulheres. “O toque é o caminho para a superação de muitas disfunções sexuais femininas”.
A sociedade machista faz com que as mulheres conversem pouco sobre sexo, o que tem mudado aos poucos. A educação repressora é a grande responsável pelo tabu na sexualidade feminina.
Se aprende que o sexo é diferente de prazer sexual. O que permeia a masturbação é a busca do prazer. Sexo está ainda intimamente ligado à possibilidade reprodutiva. Masturbação não é a possibilidade de reprodução. Portanto, não é estimulada pelas famílias no aprendizado das meninas e mulheres, que em algum momento acabam descobrindo e certamente praticando.
VIBRADOR é tão velho quanto…
Transcorria o ano de 1880, cansado de masturbar manualmente as suas pacientes, o doutor Joseph Mortimer Granville patenteia o primeiro vibrador electromecânico com forma fálica. Durante o século XIX, a massagem clitoriana era considerado o único tratamento adequado contra a histeria, de maneira que centenas de milhares de mulheres iam ao médico para que tivessem a zona massageada e induzidas a um “paroxismo histérico”, hoje conhecido como orgasmo. (Já repararam a quantidade de mulheres que vão, no mínimo, uma vez por mes ao médico? Não tem uma gripinha se quer e…Cala-te boca!)
A histeria, suposta doença que os gregos tinham descrito como “útero ardente”, converte-se numa espécie de praga entre as mulheres da época. Qualquer comportamento estranho “ansiedade, irritabilidade, fantasias sexuais” era considerado como um claro sintoma e a paciente era imediatamente enviada para receber uma massagem relaxante. (Eu estou aqui, fazendo xixi na calcinha, de tanto rir. Isso, na verdade, era tampar o sol com a peneira ou sossegar a “borboleta”). Mas, continuemos…
No final do século XIX a quantidade de mulheres que vão à consulta é tal, que os médicos já estão com problemas de LER (Lesões por Esforço Repetitivo) nas mãos e pulsos e então começam a inventar todo tipo de artefatos que lhes poupe o trabalho. A variedade de vibradores daquela época é absurda, muitos modelos funcionavam com energia elétrica, outros com baterias ou gás ou água, inclusive foram desenvolvidos alguns que funcionavam a pedal.(rsrsr imagine a cena). E os aparelhos tinham velocidades que variavam de 1.000 a 7.000 pulsações por minuto. (Um desfibrilador tem quanto?)
Devido à grande procura e quantidade, os preços logo começaram a ser compatíveis para uso doméstico e deixaram de existir somente nos consultórios médicos. Modelos como o “Barker Universal”, o “Gyro-Lator” ou a “Miracle Ball” (bola mágica) começam a ser comercializados através dos jornais de tiragem nacional.
- “A vibração é a vida”. – Diziam alguns anúncios.
- “Porque você mulher, tem o direito a não estar doente”. – Era o principal mote de muitos catálogos femininos onde o vibrador era publicitado como “instrumento para a tensão e ansiedade feminina”. Seu uso era promovido como uma forma de manter as mulheres relaxadas e contentes. (O que não é uma inverdade total)
- “A vibração proporciona vida e vigor, força e beleza”. - Ou ainda: - “O segredo da juventude foi descoberto na vibração”. (Pena não existir mais o Maria Fumaça…)
Sua comercialização chegou a tal extremo que alguns modelos incluíam um adaptador que convertia o vibrador numa batedeira de bolo. (rsrsrsrs) Pese ao que isso possa parecer hoje, naquela época a aplicação do vibrador sobre o clítoris era tida como uma prática exclusivamente médica. Na concepção androcêntrica – o homem como ser humano e “masculino” no centro dos acontecimentos – da época, ao não ter contato com o interior do orgão sexual feminino, aquilo não era considerado ato sexual.
Os problemas, os tabus e a grande “sacanagem” que quase todos imaginamos hoje em dia ao ler este texto, começam mais tarde, a partir de 1920. Foi a partir deste ano que os médicos abandonaram o uso do vibrador em seus consultórios, pois eles começaram a aparecer em filmes pornográficos. A partir desse momento, o vibrador começou a perder sua imagem de instrumento médico e nos finais dos anos 60, início da “queima dos sutiãs”, o vibrador adquiriu a conotação que tem nos dias atuais, popularizou-se como um aparelho fundamental para a vida sexual da mulher. (Epa! Esqueceu de dizer que de alguns homens tb)
A massagem clitoriana como terapia, remonta à Hipócrates. (vem daí, os hipócritas, que mesmo fazendo uso, dizem não saber o que é) Durante o século XIX, virou moda:Tratamento para extravagantes diagnósticos de “histeria”.
O tratamento, que não era visto como ”sexual” e sim como uma terapia normal, devia ser feito toda semana, durante o ano todo.(Putz!!! Naquela época já existia…melhor deixar prá lá)
Mas como já citado acima, faze-lo com as mãos era exaustivo e tedioso. Algumas mulheres tinham de ser massageadas por até uma hora antes de atingir o que, tecnicamente, se chamava de “paroxismo histérico”. (diga-se de passagem: Malandragem)
Assim, alguns médicos inovaram o processo através de sua mecanização. Hidroterapia – um jato constante de água direto na região reprodutiva (quiseram dizer aqui…xoxota)– provou ser mais eficiente e passou a ser o mais usado. Mas tinha seus problemas porque era caro e nada portátil. (ainda bem que inventaram o chuveirinho) Nos anos 1880, um medico ingles inventou o primeiro vibrador elétrico.
Uma geringonça de tamanho industrial, que deveria se tornar corriqueira em todo consultório.
Economizava muito trabalho, permitindo à várias pacientes atingirem o paroxismo em menos de dez minutos.
Na virada do século, alguns empreendedores viram o enorme mercado potencial para vibradores portáteis de uso domestico. Na verdade, esta inovação motivou bastante a criação dos motores elétricos pequenos.
Em 1902, Hamilton Beach patenteou o primeiro take-home vibrator, fazendo do vibrador o quinto utensílio elétrico a ser introduzido nas casas, depois da máquina de costura e muito antes do ferro de passar roupas. (foi daí que veio o tal do “ferro na boneca”? Ou não tem nada à ver? Tudo isso está me “com-fudido” a cabeça. Vou ter que colocar um desses nos neurónios)
Já em 1917, havia mais vibradores do que torradeiras nos lares americanos. Dúzias de patentes foram requeridas para novos modelos entre 1900 e 1940.
A partir de 1920, as chanchadas cinematográfica americanas (lá chamadas stag reels) tiraram o disfarce dos vibradores, retratando-os como os brinquedos sexuais que na verdade são.
A mais famosa destas foi The Nun’s Story (que não deve ser confundido com o filme de mesmo nome estrelado em 1959 por Audrey Hepburn). Mostrava uma freira que, após despir o hábito para usar seu vibrador, é surpreendida por um rapaz viril e…
Dos anos 50 até os 70, vibradores tornaram-se o que os acadêmicos chamam de “tecnologia camuflada”. (É, tem muito à ver…) Até hoje, muitos camuflam, comprando para…como diz a vizinha…”massagear as costas”. Valha-me!!! rs
É com imenso prazer, que dedico esta página, à duas velhas e saudosas vizinhas, que poderiam usufruir de um tamponamento vibratório na boca e, um dildo no lugar certo e merecido, para que parem de ter “paroxismo histérico oral”, pois a lingua já não cabe mais na boca.
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